domingo, 3 de julho de 2011

A Sua Empresa é 2.0?

A sua Empresa é 2.0?

Nos dias atuais, novas tendências de gestão, técnicas “revolucionárias” para aceleração dos resultados e práticas baseadas em experiências milenares surgem no mercado com certa frequência, gerando enorme expectativa e prometendo avanços milagrosos para o universo empresarial.

Certamente que muitas dessas tendências desaparecem na mesma velocidade em que surgem, perpetuando-se geralmente as mais eficazes, ou então àquelas que apresentam um maior apelo marketeiro durante sua disseminação.

O fato é que novas ferramentas empresariais, sejam de gestão ou operação, serão sempre bem-vindas, enquanto focarem na otimização do que é mais importante para uma organização com fins lucrativos, seu resultado financeiro.

Talvez a evolução acelerada da Tecnologia da Informação (TI) possa ser considerada uma das grandes válvulas propulsoras para muitas dessas tendências que florescem dentro de nossas organizações atualmente. Um exemplo clássico disso ocorreu a partir da segunda metade dos anos 90, época que evidenciou a descontinuidade na dinâmica de competitividade do mercado e o início de um período de grande inovação na TI corporativa. A partir daquele momento, a Internet e as aplicações de software empresarial se tornaram ferramentas essenciais dentro de qualquer organização. De acordo com o Departamento de Análises Econômicas Norte-Americano (U.S BEA), nesse período, os investimentos corporativos em TI saltaram de U$ 3.500,00 por trabalhador em 1994 para U$ 8.000,00 em 2005. No mesmo período, o crescimento da produtividade anual das companias norte-americanas praticamente dobrou, após lentamente crescerem em média 1.4% ao ano durante 20 anos.

Com esse crescimento abrupto, muita atenção começou a ser prestada na conexão entre a performance corporativa e o aumento nos investimentos em TI. No entanto, nessa mesma época, nomear a figura de um executivo de TI para a alta direção de uma empresa era visto ainda como algo completamente infactível. Mesmo tendo início essa nova era de inovação na TI, na grande maioria dos casos, ela ainda era vista como uma área que “apagava o fogo” quando os usuários tinham dificuldades com os sistemas. Ou seja, para quê nomear um “bombeiro” para um cargo executivo de alto nível?


Hoje não estamos (ou não deveríamos estar) mais nesse estágio, onde TI significava custo. TI está se tornando cada vez mais uma arma estratégica para aumento da vantagem competitiva e transformação empresarial.  Sendo assim, é evidente que o executivo de TI se tornou uma peça fundamental na aplicação de métodos, conceitos e ferramentas Web 2.0 dentro do ecossistema empresarial para criação de uma nova arquitetura de gestão, compartilhamento e colaboração que viabilize a construção de estruturas inovadoras de negócios, as chamadas Empresas 2.0.


A TI assumiu um papel importantíssimo como agente da inovação colaborativa, tornando-se o principal alicerce para transformação de organizações comuns em Empresas 2.0.
Hoje, segundo pesquisas internacionais, a maioria das empresas desenvolve internamente cerca de 90% ou mais de sua tecnologia diferenciadora. No entanto, com a nova economia mundial, oportunidades incríveis surgem a partir da inovação colaborativa encontrada além das fronteiras empresariais.


Se observarmos o caso da Procter & Gamble, relatado no livro Wikinomics e na Harvard Business Review, por meio de uma iniciativa chamada “conecte-se e desenvolva” a empresa colabora com organizações e pessoas em todo o mundo, vasculhando o globo em busca de ideias para novos produtos e tecnologias que ela possa aprimorar e comercializar através de sua rede de negócios. Como parte ainda dessa iniciativa, os líderes das unidades de negócio da P&G tem como meta buscar 50% de suas ideias de novos produtos e serviços fora da empresa até 2010. Hoje mais de 35% dos produtos desenvolvidos pela P&G têm elementos que se originaram fora da empresa, sendo mais de cem novos produtos que foram lançados nos últimos dois anos! A soma de tudo isso reflete em um portfólio de marcas avaliado em U$ 22 bilhões. Ou seja, não faltam argumentos tangíveis e financeiros para provar o poder que a inovação colaborativa oferece para transformar seu negócio em uma Empresa 2.0!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

AIIM ECM Specialist Certificate! Finalmente!

Olá pessoal! Este post tem um caráter especial, pois na verdade é apenas para comunicar que agora além de AIIM Ambassador, finalmente obtive meu Certificado como AIIM ECM Specialist!

domingo, 21 de março de 2010

ECM + BPM: Alavanca para Governança de TI na Gestão Pública

Olá leitores fieis - ou nem tão fieis, assim como o autor que vos escreve. Após um longo verão sem novos posts aqui no blog, resolvi reatar nossos laços com uma nova postagem que reúne dois mundos extremamente convergentes, porém que poucos assim entendem.

Para explicar o porquê resolvi escrever sobre ECM (Gestão do Conteúdo Empresarial) + BPM (Gestão de Processos de Negócio) como alavanca para Governança de TI na Gestão Pública, começarei explicando o motivo da bela foto :) ao lado.

Na última semana estive em Brasília/DF palestrando em um evento direcionado aos gestores de TI, arquivística, processos e projetos das mais variadas entidades públicas. Iniciei o evento contextualizando os desafios mais comuns da Gestão Pública frente a gestão de processos, documentos, registros e frente a grande dificuldade na colaboração efetiva entre diferentes departamentos dentro dessas organizações. É claro que quando menciono "Desafios da Gestão Pública", obviamente que não estou excluindo as organizações privadas de tais sofrimentos, porém, numa empresa que visa lucro, a situação pode ser remediada com maior facilidade e flexibilidade, graças a abismal diferença da burocracia exigida para uma entidade privada efetuar mudanças no seu ambiente de negócios, quando comparada a  todas as obrigatoriedades existentes na Administração Pública (Leia-se aqui, Lei de licitações 8.666, TCE, TCU, Probidade Adm, Transparência dos atos, normas, acórdãos, resoluções, etc.. etc..).

Certamente pior que na maioria das empresas privadas, o crescimento do volume de conteúdo não estruturado na Gestão Pública tem acelerado nos últimos anos. Sem dúvida que a necessidade crescente por transparência e profissionalimo tem exigido muito mais dos processos públicos, os quais por sua vez acabam gerando ainda mais informação não estruturada, que em 90% dos casos acaba não sendo gerenciada de forma adequada.

Portanto, com base no que expus acima, não existe segredo para alavancar a Governança de TI na Gestão Pública, o que existe é uma abordagem muitas vezes ineficaz, pois não só na veia pública, mas em grande parte das organizações privadas, os gestores de TI iniciam seus projetos de gestão documental pelo controle do repositório e não pelo mais importante de tudo! A GESTÃO DOS PROCESSOS que geram o conteúdo! Em outras palavras, o que falta é o velho e batido "ALINHAMENTO da TI com o NEGÓCIO", seja ele um negócio público ou privado. Digo isso porque pensamos sempre no controle da informação e geralmente esquecemos que ela é resultado de operações do negócio, ou seja, ela é o produto gerado por processos que envolvem pessoas e documentos e que permeiam nossas organizações (DICA: Leia mais sobre processos human-centric e document-centric).

Para não me estender demais nesse post de retorno, quero resumir a ideia proposta em 8 tópicos:

1) Entenda que ECM + BPM significa 1 + 1 = 3
2) Implementações de ECM sempre requerem práticas de BPM (não obrigatoriamente tecnologias!)
3) Comece mapeando os processos que geram a documentação que será alvo da gestão.
4) ECM + BPM = Alicerce para Governança de TI, com efeitos ainda mais grandiosos na Gestão Pública.
5) Governança de TI só é alcançada com a Governança da Informação e do ambiente de Processos!
6) ECM + BPM promovem a redução de papel nos processos "core" e potencializam o uso da certificação digital (ICP-Brasil).
7) ECM + BPM reduzem riscos para a gestão pública por meio da gestão efetiva dos processos públicos e do controle aprimorado do conteúdo organizacional.
8) Contrua um framework de processos que esteja 100% integrado ao repositório de conteúdo de sua organização.

Para quem gostou do tema e tem interesse em maiores informações, acesse o site: http://www.softexpert.com.br/gestao-processos-negocio.php e localize na seção de downloads (coluna da direita) a apresentação "ECM+BPM: Acelerando resultados na Gestão Pública". Baixe também a apresentação "ECM+BPM: Acelerando resultados com Processos Colaborativos". Essa última é mais genérica, aplica-se tanto ao ambiente público quanto ao privado.

Muito obrigado e fique a vontade para deixar seu comentário.

Saudações Colaborativas
Siga-me no Twitter: twitter.com/CarlosAggio

domingo, 29 de novembro de 2009

ESM em 12.5 anos: A vida imita a.. arte? Ou ao contrário?

por Geovani Bruno C. Miranda.

Hoje nosso blog recebe um post mais do que especial! Meu grande amigo Geovani Bruno nos premia com um artigo sensacional a respeito do futuro da tecnologia no ambiente empresarial.

Saudações aos amigos do Blog do Carlão!
 
Gostaria de agradecer pelo convite de tentar desenvolver algumas idéias voltadas ao contexto de tecnologia para os nossos amigos e visitantes deste blog. Espero que o convite possa se repetir futuramente.

A fim de tentar inaugurar a minha participação de uma forma apropriada, gostaria de convidá-los a imaginar tendências do que está por vir em termos de aplicações tecnológicas para a sociedade, bem como seus efeitos. Que tal começarmos com ESM (Enterprise Simulation Management)? Não é algo tão discutido, pois encontra-se como uma idéia embrionária (dentre aquelas que, por falta de mais parâmetros concretos de mercado, abrem espaço para a imaginação). Tomando as pesquisas do Gartner como base, vamos dar uma olhada no Hype Cycle (2008) de tecnologias emergentes para os próximos 10 anos:



Algumas perguntas surgem quando penso em 12.5 anos (para não dizer entre 10 e 15 anos) à partir de 2009: Como serão as contratações nas empresas? Como os produtos serão fabricados? E a indústria de compliance: Quais mudanças esperar?

Creio que devemos iniciar o raciocínio baseados no desenvolvimento dos próximos níveis de maturidade de Service-Oriented Business Application e SOA no contexto de Cloud Computing, é bastante possível que sejamos expostos a uma nova geração de linguagens (ou meta-linguagens) de programação semântica (da-lhe Web 2.0 ou X+1.0), aonde o próprio ambiente virtual constrói componentes baseados nas necessidades e possíveis necessidades dos usuários (provavelmente aplicando conceitos de “Discovery”, ao analisar perfis em redes sociais e quaisquer outros dados públicos, com níveis mínimos de prompt ao usuário de nível mais alto, bem como análise de tendência). Porém, isso é assunto para outro dia, pois merece atenção especial pelo fato de possivelmente gerar ciclos em termos de armazenagem de informação (centralização-descentralização), como a história recente comprova (desde 1960 até a explosão inicial da Internet, na década de 90, para os próximos anos de nova centralização com ambientes virtuais em super servidores).

Como sinto que estou me distanciando do tema, gostaria de comentar um pouco sobre os jogos de simulação (como assim?). Sim, estou falando da indústria dos famosos consoles Xbox 360 e PS3, bem como jogos para PCs. O conceito de simulação virou mais do que regra, substituindo os Arcades dos títulos antecessores. A indústria de jogos é a que possui mais investimentos com relação à simulação em termos de mercado, pois o ambiente corporativo não consegue responder à falta de produtividade no desenvolvimento de aplicações que utilizem muitos componentes gráficos (se compararmos por exemplo à web apps para diversas áreas de negócio). A capacidade exigida por sistemas desse porte pode ser verdadeiramente alcançada em organizações como NASA, CERN e Farmilab (de contexto científico, aonde alta tecnologia é transformada em commodity).

Voltando à pergunta inicial: O que esse tal de ESM tem a ver com tudo isso? Vou tentar explicar: Quem vos escreve, acredita que em 12.5 anos (denovo), ao menos 40% das empresas de mercado estarão implementando alguma aplicação (que utilize alguma meta-linguagem semântica no back-end e augmented reality no front-end) para gerenciar todas as simulações que ocorrem dentro do contexto empresarial.

Desde entrevistas de emprego que virtualizem um “avatar” dos candidatos presentes (ainda não virtualmente na maioria dos casos), sendo descobertos através de uma nova geração de redes sociais virtuais (que terá algum conglomerado por trás), até a concepção de PLM (Product Lifecycle Management), que permitirá o reconhecimento de milhares de atributos agrupados de um produto e os virtualizará, aplicando conceitos físicos de exposição a diversos ambientes e condições (luz solar, radiação, pressão, alta temperatura), prevendo ainda os resultados de “testes” de amostragens de uma linha de produção (fora o fato de conduzir novos projetos de incrementação ou melhoria do próprio produto com um grau de eficácia nunca visto antes). Isso impactará, inclusive, na própria publicação de normas e padrões de mercado, devido ao fato de que muitas dessas informações poderão ser automaticamente publicadas num ambiente colaborativo para amostras selecionadas por essas empresas(é claro).

É evidente que o ESM não é nada parecido com isso hoje. Encontramos hoje algoritmos para testar persistência de dados (atributos de um produto), porém não existe o fator “mágico” da descoberta do mundo real pelo mundo virtual (com talvez meio clique).

Para finalizar, convido vocês a conhecer um pouco mais sobre o Projeto Natal, que foi idealizado por um brasileiro que homenageou a própria cidade natal.

Alguns links:
http://parts.ihs.com/news/cimdata-esm-plm.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Augmented_reality

Deixe sua opinião. Até uma próxima!

sábado, 3 de outubro de 2009

Twitter: O QUE é e COMO funciona?

Para nos ajudar a decifrar alguns dos principais aspectos desse fenômeno das redes sociais, resolvi então postar um "Twitter for Dummies":

O que é o Twitter?

De uma forma bem simples, o Twitter é como se fosse um aplicativo de IM (Mensagem Instantânea). O foco está no envio de mensagens extremamente curtas, chamadas de tweets. O Twitter limita seus tweets em 140 caracteres, que na teoria deveriam descrever "O que você está fazendo? (What are you doing? - versão original)". Digo teoria porquê já vi de tudo, desde pessoas vendendo casa, reclamando de seus empregos, perguntando sobre o tempo e até divulgando brigas de casais em formato novela.

Tecnicamente o Twitter se encaixa em uma categoria de aplicativos Enterprise 2.0 / Web 2.0 denominada micro-blogging, pois suas mensagens (tweets) são maiores que as enviadas geralmente através do MSN (ou qualquer outro Instant Messaging), porém são bem menores que um e-mail ou um post de um blog.

Metaforicamente, o Twitter é o “ Torpedo SMS da Web ”.

Como funciona o Twitter?

O ponto focal da ferramenta (ou brinquedo?) é justamente o inverso de muitas outras aplicações de interação virtual. O Twitter traz a tecnologia digital para a vida real por meio da conveniência de “seguir” amigos, celebridades, marcas de produtos, notícias, e até mesmo compartilhar conteúdo ou apoiar na divulgação em tempo real de um evento, como fazem Dell, IBM, HSM, entre outras empresas dos mais variados segmentos.

O fato do Twitter limitar a publicação de mensagens em 140 caracteres obriga automaticamente às pessoas a qualificarem melhor seus tweets, o que torna ainda mais dinâmico, objetivo e fácil de transformar uma mensagem interessante em uma campanha viral, potencializando seu uso em ações de Marketing.

Outro fator que impulsiona a rápida adoção do Twitter pelos usuários é a possibilidade de “surfar” ao invés de “mergulhar” na Web. Em outras palavras, em menos de 1 minuto é possível entrar e sair de uma interação com o Twitter, enquanto que para interagir satisfatoriamente em outros aplicativos sociais são necessárias muitas vezes horas.

Por onde começar?

Primeiro é necessário efetuar um cadastro rápido no site twitter.com. Concluído o cadastro, é só começar a seguir pessoas que você considera que tenham algo interessante para você, como este que vos escreve aqui (para me seguir é só acessar twitter.com/CarlosAggio e clicar em follow).

Você pode enviar e visualizar os seus tweets e de quem você segue pela página do Twitter em sua timeline, assim como, pode utilizar dezenas de aplicativos existentes na Web para facilitar sua interação. Eu particularmente recomendo o TwitterFox para quem obviamente usa o Firefox, ferramenta ágil e que funciona como um add-on no browser.

O Twitter é um aplicativo Web 2.0 que ainda merece muito estudo, pois destaca-se das demais ferramentas (ou brinquedos?) por sua rápida adoção e simplicidade de uso, no entanto gera uma onda de incertezas em relação a sua aplicabilidade prática no mundo dos negócios. Portanto, nesse primeiro post o objetivo é contextualizar o Twitter dentro do cenário das aplicações sociais do Enterprise 2.0. Nos próximos iremos avaliar outros aspectos do Twitter que nos auxiliarão a definir se estamos falando de uma ferramenta ou brinquedo.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
http://www.carlosaggio.com
Siga-me no Twitter: twitter.com/CarlosAggio
“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O que é Enterprise 2.0 e Web 2.0?

De tempos em tempos novos termos e acrônimos surgem no cenário de Tecnologia da Informação aplicada aos negócios e costumam gerar certo “barulho e excitação” no mercado, prometendo novos avanços e mudanças radicais em como fazemos negócio. Em 2006, o Professor de Harvard Andrew McAfee criou um novo conceito e o definiu como Enterprise 2.0 ou E2.0. O novo termo gerou uma série de discussões, pois causava (e ainda causa) muita confusão com a definição criada em 2004 por Tim O’Reilly, denominada Web 2.0.

Para distinguir entre Enterprise 2.0 e Web 2.0, podemos usar as seguintes definições:

Enterprise 2.0 (E2.0) segundo o Prof. McAfee é o “uso de plataformas de software social dentro das organizações ou entre organizações, seus parceiros de negócio e clientes” ou ainda, conforme a AIIM, “um sistema composto de tecnologias web que fornecem de forma rápida e ágil, colaboração, compartilhamento de informação, recursos emergentes e integração para uma empresa extendida.”

Porém, eu proponho definir E2.0 como:

“Aplicação de métodos, conceitos e ferramentas Web 2.0 dentro do ecossistema empresarial para criação de uma nova arquitetura de gestão, compartilhamento e colaboração de conteúdo.” Em outras palavras, a nova geração do ECM (Enterprise Content Management).

Web 2.0 segundo O’Reilly pode ser definido como “proliferação da interconectividade e interatividade do conteúdo publicado na web...“, ou “um meio pelo qual as organizações adotam a web como plataforma...”, ou ainda, “uma arquitetura de participação aonde usuários podem contribuir com conteúdos web, criando efeitos de rede.”

No entanto, eu sugiro uma definição um pouco menos abstrata para Web 2.0:

“Ferramentas 100% web centradas na experiência de uso dos usuários e que possibilitam a agregação de conteúdo de forma dinâmica e intuitiva”.

Exemplos de aplicações Web 2.0 são as ferramentas de blog, wiki, redes sociais, RSS, social bookmarking, podcasting, entre outras.

Por fim, para facilitar então nossa conclusão sobre a correlação entre Enterprise 2.0 e Web 2.0, poderíamos afirmar que ambos dizem respeito a novos paradigmas de colaboração em massa, porém, os benefícios gerados são distintos, enquanto que Enterprise 2.0 aplica-se 100% ao contexto dos negócios, Web 2.0 é projetada para os consumidores e essencialmente utilizada por consumidores, estejam estes dentro ou fora das organizações. Sendo assim, concluímos também que não existe Enterprise 2.0 sem a sustentação criada pelas tecnologias e conceitos Web 2.0.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
http://www.carlosaggio.com
Siga-me no Twitter: twitter.com/CarlosAggio
“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”

domingo, 13 de setembro de 2009

5 Dicas de Como Tirar Proveito da Crise – ÚLTIMA Dica: Mídias Sociais = Negócios 2.0

Enterprise 2.0 (E2.0) está transformando a abordagem top down e hierárquica de gestão e publicação de conteúdo utilizada pelas organizações em um ambiente de trabalho distribuído, ágil e colaborativo.

Embora esteja em um ritmo de crescimento bastante acelerado, a onda do Enterprise 2.0 pode ainda ser considerada em um estágio de adoção inicial. Esse é o típico momento de incerteza e medo que oferece grandes oportunidades na conquista de vantagem competitiva para aqueles que adotarem (early adopters) as novas culturas e ferramentas empresariais alavancadas pelo E2.0.

Uma dessas oportunidades – suportada pelo crescimento das aplicações Web 2.0 e por sua influência no ambiente de negócios – é o Marketing Social, viabilizado e desenvolvido por meio das Mídias Sociais.

Antes da era do conteúdo gerado pelo usuário se tornar tão predominante, os consumidores conheciam uma marca ou produto via as informações transmitidas pelo boca-a-boca, releases de imprensa ou publicidade.

As Mídias Sociais possuem todos os elementos citados acima, somados à velocidade e capacidade de difusão da Internet, fatores que tornam o Marketing Social ainda mais complexo, porém, criam oportunidades fantásticas para o estabelecimento de laços mais fortes com os consumidores.

Com o crescimento das Mídias Sociais, as organizações tem demandado a criação de um planejamento integrado de Marketing que inclua essas novas estratégias. As Mídias Sociais auxiliam as empresas a engajar seus ouvintes em novos caminhos, a ser mais atraente, a desenvolver novos relacionamentos e a manter aqueles já existentes.

As Mídias Sociais tomam o controle do marketing institucional e o colocam nas mãos dos consumidores e do púlico geral. Isso é um efeito criado pela difusão e facilidade de acesso às tecnologias Web 2.0, onde os próprios consumidores criam, discutem, votam e disseminam opiniões sobre produtos e empresas, gerando uma presença voluntária ou involuntária, positiva ou negativa para todos os tipos de negócios.

Entender esses princípios como fatores determinantes na construção de uma estratégia de Marketing Social nos permite pensar diferente. Ou seja, ao invés de estudarmos onde nossos clientes estão fisicamente, precisamos criar presença online ao lado deles e nos envolver aonde as conversas e relacionamentos acontecem.

As marcas mais valorizadas do mundo tem experimentado uma correlação direta entre alto desempenho financeiro e engajamento profundo nas mídias sociais. O relacionamento é aparente e significante. Segundo o estudo realizado pela Altimeter , “socialmente engajadas, organizações são mais bem sucedidas financeiramente”.

Se você está pensando em desenvolver ou expandir o envolvimento de sua marca nas Mídias Sociais, abaixo seguem alguns passos importantes para o desenvolvimento dessa estratégia:
  • Defina quais serão as mídias sociais alvo de sua estratégia (e.g. Facebook, LinkedIn, Twitter).
  • Ouça e observe ativamente as mídias alvo antes de iniciar a jornada.
  • Estabeleça objetivos claros e métricas de mensuração do sucesso.
  • Avalie as oportunidades através de sua “lente estratégica” exclusiva.
  • Crie um conceito ou tema unificado.
  • Construa sua arquitetura de Marketing Social.
  • Agregue e/ou produza seus ativos de Mídia Social.
  • Desenvolva um plano para monitorar e responder às discussões de seus consumidores.
  • Implemente um plano promocional de mídia, integrando meios pagos e meios que possam gerar receitas.
  • Cultive seus fãs e suas comunidades.
  • Avalie seus resultados e otimize as ações continuamente.
Um programa de Marketing Social bem planejado e cuidadoso pode mudar a forma que você interage com seus clientes, e como resultado, a forma como seus clientes percebem sua marca. Para aqueles que desejam dar um passo além, as Mídias Sociais oferecem uma oportunidade única para revigorar e expandir sua base de clientes.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
http://www.carlosaggio.com
Siga-me no Twitter: twitter.com/CarlosAggio
“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”