Hoje nosso blog recebe um post mais do que especial! Meu grande amigo Geovani Bruno nos premia com um artigo sensacional a respeito do futuro da tecnologia no ambiente empresarial.
Saudações aos amigos do Blog do Carlão!
A fim de tentar inaugurar a minha participação de uma forma apropriada, gostaria de convidá-los a imaginar tendências do que está por vir em termos de aplicações tecnológicas para a sociedade, bem como seus efeitos. Que tal começarmos com ESM (Enterprise Simulation Management)? Não é algo tão discutido, pois encontra-se como uma idéia embrionária (dentre aquelas que, por falta de mais parâmetros concretos de mercado, abrem espaço para a imaginação). Tomando as pesquisas do Gartner como base, vamos dar uma olhada no Hype Cycle (2008) de tecnologias emergentes para os próximos 10 anos:
Algumas perguntas surgem quando penso em 12.5 anos (para não dizer entre 10 e 15 anos) à partir de 2009: Como serão as contratações nas empresas? Como os produtos serão fabricados? E a indústria de compliance: Quais mudanças esperar?
Como sinto que estou me distanciando do tema, gostaria de comentar um pouco sobre os jogos de simulação (como assim?). Sim, estou falando da indústria dos famosos consoles Xbox 360 e PS3, bem como jogos para PCs. O conceito de simulação virou mais do que regra, substituindo os Arcades dos títulos antecessores. A indústria de jogos é a que possui mais investimentos com relação à simulação em termos de mercado, pois o ambiente corporativo não consegue responder à falta de produtividade no desenvolvimento de aplicações que utilizem muitos componentes gráficos (se compararmos por exemplo à web apps para diversas áreas de negócio). A capacidade exigida por sistemas desse porte pode ser verdadeiramente alcançada em organizações como NASA, CERN e Farmilab (de contexto científico, aonde alta tecnologia é transformada em commodity).
Voltando à pergunta inicial: O que esse tal de ESM tem a ver com tudo isso? Vou tentar explicar: Quem vos escreve, acredita que em 12.5 anos (denovo), ao menos 40% das empresas de mercado estarão implementando alguma aplicação (que utilize alguma meta-linguagem semântica no back-end e augmented reality no front-end) para gerenciar todas as simulações que ocorrem dentro do contexto empresarial.
Desde entrevistas de emprego que virtualizem um “avatar” dos candidatos presentes (ainda não virtualmente na maioria dos casos), sendo descobertos através de uma nova geração de redes sociais virtuais (que terá algum conglomerado por trás), até a concepção de PLM (Product Lifecycle Management), que permitirá o reconhecimento de milhares de atributos agrupados de um produto e os virtualizará, aplicando conceitos físicos de exposição a diversos ambientes e condições (luz solar, radiação, pressão, alta temperatura), prevendo ainda os resultados de “testes” de amostragens de uma linha de produção (fora o fato de conduzir novos projetos de incrementação ou melhoria do próprio produto com um grau de eficácia nunca visto antes). Isso impactará, inclusive, na própria publicação de normas e padrões de mercado, devido ao fato de que muitas dessas informações poderão ser automaticamente publicadas num ambiente colaborativo para amostras selecionadas por essas empresas(é claro).
É evidente que o ESM não é nada parecido com isso hoje. Encontramos hoje algoritmos para testar persistência de dados (atributos de um produto), porém não existe o fator “mágico” da descoberta do mundo real pelo mundo virtual (com talvez meio clique).
Para finalizar, convido vocês a conhecer um pouco mais sobre o Projeto Natal, que foi idealizado por um brasileiro que homenageou a própria cidade natal.
Alguns links:
http://parts.ihs.com/news/cimdata-esm-plm.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Augmented_reality
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