domingo, 29 de novembro de 2009

ESM em 12.5 anos: A vida imita a.. arte? Ou ao contrário?

por Geovani Bruno C. Miranda.

Hoje nosso blog recebe um post mais do que especial! Meu grande amigo Geovani Bruno nos premia com um artigo sensacional a respeito do futuro da tecnologia no ambiente empresarial.

Saudações aos amigos do Blog do Carlão!
 
Gostaria de agradecer pelo convite de tentar desenvolver algumas idéias voltadas ao contexto de tecnologia para os nossos amigos e visitantes deste blog. Espero que o convite possa se repetir futuramente.

A fim de tentar inaugurar a minha participação de uma forma apropriada, gostaria de convidá-los a imaginar tendências do que está por vir em termos de aplicações tecnológicas para a sociedade, bem como seus efeitos. Que tal começarmos com ESM (Enterprise Simulation Management)? Não é algo tão discutido, pois encontra-se como uma idéia embrionária (dentre aquelas que, por falta de mais parâmetros concretos de mercado, abrem espaço para a imaginação). Tomando as pesquisas do Gartner como base, vamos dar uma olhada no Hype Cycle (2008) de tecnologias emergentes para os próximos 10 anos:



Algumas perguntas surgem quando penso em 12.5 anos (para não dizer entre 10 e 15 anos) à partir de 2009: Como serão as contratações nas empresas? Como os produtos serão fabricados? E a indústria de compliance: Quais mudanças esperar?

Creio que devemos iniciar o raciocínio baseados no desenvolvimento dos próximos níveis de maturidade de Service-Oriented Business Application e SOA no contexto de Cloud Computing, é bastante possível que sejamos expostos a uma nova geração de linguagens (ou meta-linguagens) de programação semântica (da-lhe Web 2.0 ou X+1.0), aonde o próprio ambiente virtual constrói componentes baseados nas necessidades e possíveis necessidades dos usuários (provavelmente aplicando conceitos de “Discovery”, ao analisar perfis em redes sociais e quaisquer outros dados públicos, com níveis mínimos de prompt ao usuário de nível mais alto, bem como análise de tendência). Porém, isso é assunto para outro dia, pois merece atenção especial pelo fato de possivelmente gerar ciclos em termos de armazenagem de informação (centralização-descentralização), como a história recente comprova (desde 1960 até a explosão inicial da Internet, na década de 90, para os próximos anos de nova centralização com ambientes virtuais em super servidores).

Como sinto que estou me distanciando do tema, gostaria de comentar um pouco sobre os jogos de simulação (como assim?). Sim, estou falando da indústria dos famosos consoles Xbox 360 e PS3, bem como jogos para PCs. O conceito de simulação virou mais do que regra, substituindo os Arcades dos títulos antecessores. A indústria de jogos é a que possui mais investimentos com relação à simulação em termos de mercado, pois o ambiente corporativo não consegue responder à falta de produtividade no desenvolvimento de aplicações que utilizem muitos componentes gráficos (se compararmos por exemplo à web apps para diversas áreas de negócio). A capacidade exigida por sistemas desse porte pode ser verdadeiramente alcançada em organizações como NASA, CERN e Farmilab (de contexto científico, aonde alta tecnologia é transformada em commodity).

Voltando à pergunta inicial: O que esse tal de ESM tem a ver com tudo isso? Vou tentar explicar: Quem vos escreve, acredita que em 12.5 anos (denovo), ao menos 40% das empresas de mercado estarão implementando alguma aplicação (que utilize alguma meta-linguagem semântica no back-end e augmented reality no front-end) para gerenciar todas as simulações que ocorrem dentro do contexto empresarial.

Desde entrevistas de emprego que virtualizem um “avatar” dos candidatos presentes (ainda não virtualmente na maioria dos casos), sendo descobertos através de uma nova geração de redes sociais virtuais (que terá algum conglomerado por trás), até a concepção de PLM (Product Lifecycle Management), que permitirá o reconhecimento de milhares de atributos agrupados de um produto e os virtualizará, aplicando conceitos físicos de exposição a diversos ambientes e condições (luz solar, radiação, pressão, alta temperatura), prevendo ainda os resultados de “testes” de amostragens de uma linha de produção (fora o fato de conduzir novos projetos de incrementação ou melhoria do próprio produto com um grau de eficácia nunca visto antes). Isso impactará, inclusive, na própria publicação de normas e padrões de mercado, devido ao fato de que muitas dessas informações poderão ser automaticamente publicadas num ambiente colaborativo para amostras selecionadas por essas empresas(é claro).

É evidente que o ESM não é nada parecido com isso hoje. Encontramos hoje algoritmos para testar persistência de dados (atributos de um produto), porém não existe o fator “mágico” da descoberta do mundo real pelo mundo virtual (com talvez meio clique).

Para finalizar, convido vocês a conhecer um pouco mais sobre o Projeto Natal, que foi idealizado por um brasileiro que homenageou a própria cidade natal.

Alguns links:
http://parts.ihs.com/news/cimdata-esm-plm.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Augmented_reality

Deixe sua opinião. Até uma próxima!

sábado, 3 de outubro de 2009

Twitter: O QUE é e COMO funciona?

Para nos ajudar a decifrar alguns dos principais aspectos desse fenômeno das redes sociais, resolvi então postar um "Twitter for Dummies":

O que é o Twitter?

De uma forma bem simples, o Twitter é como se fosse um aplicativo de IM (Mensagem Instantânea). O foco está no envio de mensagens extremamente curtas, chamadas de tweets. O Twitter limita seus tweets em 140 caracteres, que na teoria deveriam descrever "O que você está fazendo? (What are you doing? - versão original)". Digo teoria porquê já vi de tudo, desde pessoas vendendo casa, reclamando de seus empregos, perguntando sobre o tempo e até divulgando brigas de casais em formato novela.

Tecnicamente o Twitter se encaixa em uma categoria de aplicativos Enterprise 2.0 / Web 2.0 denominada micro-blogging, pois suas mensagens (tweets) são maiores que as enviadas geralmente através do MSN (ou qualquer outro Instant Messaging), porém são bem menores que um e-mail ou um post de um blog.

Metaforicamente, o Twitter é o “ Torpedo SMS da Web ”.

Como funciona o Twitter?

O ponto focal da ferramenta (ou brinquedo?) é justamente o inverso de muitas outras aplicações de interação virtual. O Twitter traz a tecnologia digital para a vida real por meio da conveniência de “seguir” amigos, celebridades, marcas de produtos, notícias, e até mesmo compartilhar conteúdo ou apoiar na divulgação em tempo real de um evento, como fazem Dell, IBM, HSM, entre outras empresas dos mais variados segmentos.

O fato do Twitter limitar a publicação de mensagens em 140 caracteres obriga automaticamente às pessoas a qualificarem melhor seus tweets, o que torna ainda mais dinâmico, objetivo e fácil de transformar uma mensagem interessante em uma campanha viral, potencializando seu uso em ações de Marketing.

Outro fator que impulsiona a rápida adoção do Twitter pelos usuários é a possibilidade de “surfar” ao invés de “mergulhar” na Web. Em outras palavras, em menos de 1 minuto é possível entrar e sair de uma interação com o Twitter, enquanto que para interagir satisfatoriamente em outros aplicativos sociais são necessárias muitas vezes horas.

Por onde começar?

Primeiro é necessário efetuar um cadastro rápido no site twitter.com. Concluído o cadastro, é só começar a seguir pessoas que você considera que tenham algo interessante para você, como este que vos escreve aqui (para me seguir é só acessar twitter.com/CarlosAggio e clicar em follow).

Você pode enviar e visualizar os seus tweets e de quem você segue pela página do Twitter em sua timeline, assim como, pode utilizar dezenas de aplicativos existentes na Web para facilitar sua interação. Eu particularmente recomendo o TwitterFox para quem obviamente usa o Firefox, ferramenta ágil e que funciona como um add-on no browser.

O Twitter é um aplicativo Web 2.0 que ainda merece muito estudo, pois destaca-se das demais ferramentas (ou brinquedos?) por sua rápida adoção e simplicidade de uso, no entanto gera uma onda de incertezas em relação a sua aplicabilidade prática no mundo dos negócios. Portanto, nesse primeiro post o objetivo é contextualizar o Twitter dentro do cenário das aplicações sociais do Enterprise 2.0. Nos próximos iremos avaliar outros aspectos do Twitter que nos auxiliarão a definir se estamos falando de uma ferramenta ou brinquedo.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
http://www.carlosaggio.com
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“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O que é Enterprise 2.0 e Web 2.0?

De tempos em tempos novos termos e acrônimos surgem no cenário de Tecnologia da Informação aplicada aos negócios e costumam gerar certo “barulho e excitação” no mercado, prometendo novos avanços e mudanças radicais em como fazemos negócio. Em 2006, o Professor de Harvard Andrew McAfee criou um novo conceito e o definiu como Enterprise 2.0 ou E2.0. O novo termo gerou uma série de discussões, pois causava (e ainda causa) muita confusão com a definição criada em 2004 por Tim O’Reilly, denominada Web 2.0.

Para distinguir entre Enterprise 2.0 e Web 2.0, podemos usar as seguintes definições:

Enterprise 2.0 (E2.0) segundo o Prof. McAfee é o “uso de plataformas de software social dentro das organizações ou entre organizações, seus parceiros de negócio e clientes” ou ainda, conforme a AIIM, “um sistema composto de tecnologias web que fornecem de forma rápida e ágil, colaboração, compartilhamento de informação, recursos emergentes e integração para uma empresa extendida.”

Porém, eu proponho definir E2.0 como:

“Aplicação de métodos, conceitos e ferramentas Web 2.0 dentro do ecossistema empresarial para criação de uma nova arquitetura de gestão, compartilhamento e colaboração de conteúdo.” Em outras palavras, a nova geração do ECM (Enterprise Content Management).

Web 2.0 segundo O’Reilly pode ser definido como “proliferação da interconectividade e interatividade do conteúdo publicado na web...“, ou “um meio pelo qual as organizações adotam a web como plataforma...”, ou ainda, “uma arquitetura de participação aonde usuários podem contribuir com conteúdos web, criando efeitos de rede.”

No entanto, eu sugiro uma definição um pouco menos abstrata para Web 2.0:

“Ferramentas 100% web centradas na experiência de uso dos usuários e que possibilitam a agregação de conteúdo de forma dinâmica e intuitiva”.

Exemplos de aplicações Web 2.0 são as ferramentas de blog, wiki, redes sociais, RSS, social bookmarking, podcasting, entre outras.

Por fim, para facilitar então nossa conclusão sobre a correlação entre Enterprise 2.0 e Web 2.0, poderíamos afirmar que ambos dizem respeito a novos paradigmas de colaboração em massa, porém, os benefícios gerados são distintos, enquanto que Enterprise 2.0 aplica-se 100% ao contexto dos negócios, Web 2.0 é projetada para os consumidores e essencialmente utilizada por consumidores, estejam estes dentro ou fora das organizações. Sendo assim, concluímos também que não existe Enterprise 2.0 sem a sustentação criada pelas tecnologias e conceitos Web 2.0.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
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“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”

domingo, 13 de setembro de 2009

5 Dicas de Como Tirar Proveito da Crise – ÚLTIMA Dica: Mídias Sociais = Negócios 2.0

Enterprise 2.0 (E2.0) está transformando a abordagem top down e hierárquica de gestão e publicação de conteúdo utilizada pelas organizações em um ambiente de trabalho distribuído, ágil e colaborativo.

Embora esteja em um ritmo de crescimento bastante acelerado, a onda do Enterprise 2.0 pode ainda ser considerada em um estágio de adoção inicial. Esse é o típico momento de incerteza e medo que oferece grandes oportunidades na conquista de vantagem competitiva para aqueles que adotarem (early adopters) as novas culturas e ferramentas empresariais alavancadas pelo E2.0.

Uma dessas oportunidades – suportada pelo crescimento das aplicações Web 2.0 e por sua influência no ambiente de negócios – é o Marketing Social, viabilizado e desenvolvido por meio das Mídias Sociais.

Antes da era do conteúdo gerado pelo usuário se tornar tão predominante, os consumidores conheciam uma marca ou produto via as informações transmitidas pelo boca-a-boca, releases de imprensa ou publicidade.

As Mídias Sociais possuem todos os elementos citados acima, somados à velocidade e capacidade de difusão da Internet, fatores que tornam o Marketing Social ainda mais complexo, porém, criam oportunidades fantásticas para o estabelecimento de laços mais fortes com os consumidores.

Com o crescimento das Mídias Sociais, as organizações tem demandado a criação de um planejamento integrado de Marketing que inclua essas novas estratégias. As Mídias Sociais auxiliam as empresas a engajar seus ouvintes em novos caminhos, a ser mais atraente, a desenvolver novos relacionamentos e a manter aqueles já existentes.

As Mídias Sociais tomam o controle do marketing institucional e o colocam nas mãos dos consumidores e do púlico geral. Isso é um efeito criado pela difusão e facilidade de acesso às tecnologias Web 2.0, onde os próprios consumidores criam, discutem, votam e disseminam opiniões sobre produtos e empresas, gerando uma presença voluntária ou involuntária, positiva ou negativa para todos os tipos de negócios.

Entender esses princípios como fatores determinantes na construção de uma estratégia de Marketing Social nos permite pensar diferente. Ou seja, ao invés de estudarmos onde nossos clientes estão fisicamente, precisamos criar presença online ao lado deles e nos envolver aonde as conversas e relacionamentos acontecem.

As marcas mais valorizadas do mundo tem experimentado uma correlação direta entre alto desempenho financeiro e engajamento profundo nas mídias sociais. O relacionamento é aparente e significante. Segundo o estudo realizado pela Altimeter , “socialmente engajadas, organizações são mais bem sucedidas financeiramente”.

Se você está pensando em desenvolver ou expandir o envolvimento de sua marca nas Mídias Sociais, abaixo seguem alguns passos importantes para o desenvolvimento dessa estratégia:
  • Defina quais serão as mídias sociais alvo de sua estratégia (e.g. Facebook, LinkedIn, Twitter).
  • Ouça e observe ativamente as mídias alvo antes de iniciar a jornada.
  • Estabeleça objetivos claros e métricas de mensuração do sucesso.
  • Avalie as oportunidades através de sua “lente estratégica” exclusiva.
  • Crie um conceito ou tema unificado.
  • Construa sua arquitetura de Marketing Social.
  • Agregue e/ou produza seus ativos de Mídia Social.
  • Desenvolva um plano para monitorar e responder às discussões de seus consumidores.
  • Implemente um plano promocional de mídia, integrando meios pagos e meios que possam gerar receitas.
  • Cultive seus fãs e suas comunidades.
  • Avalie seus resultados e otimize as ações continuamente.
Um programa de Marketing Social bem planejado e cuidadoso pode mudar a forma que você interage com seus clientes, e como resultado, a forma como seus clientes percebem sua marca. Para aqueles que desejam dar um passo além, as Mídias Sociais oferecem uma oportunidade única para revigorar e expandir sua base de clientes.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
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domingo, 23 de agosto de 2009

5 Dicas de Como Tirar Proveito da Crise – 4ª Dica: TI como Arma Estratégica


A partir da segunda metade dos anos 90 ficou muito claro uma descontinuidade na dinâmica de competitividade do mercado e o início de um período de inovação na TI corporativa. A disseminação da Internet e as aplicações de software empresarial se tornaram ferramentas práticas e essenciais dentro de qualquer organização.

De acordo com o Departamento de Análises Econômicas Norte-Americano (U.S BEA), nesse período, os investimentos corporativos em TI saltaram de U$ 3.500,00 por trabalhador em 1994 para U$ 8.000,00 em 2005.

No mesmo período, o crescimento da produtividade anual das companias norte-americanas praticamente dobrou, após lentamente crescerem (em média) 1.4% ao ano durante 20 anos.

Com esse crescimento abrupto, muita atenção começou a ser prestada na conexão entre crescimento da produtividade e aumento nos investimentos em TI. No entanto, nessa mesma época, nomear a figura de um executivo de TI para a alta direção de uma empresa era visto ainda como algo completamente infactível. Mesmo com a nova era de inovação na TI, na grande maioria dos casos, ela ainda era vista como uma área que “apagava o fogo” quando os usuários tinham dificuldades com os sistemas, ou seja, para quê nomear um “bombeiro” para um cargo executivo de alto nível?

Hoje não estamos mais nesse estágio, onde TI significava meramente custo, mas sim, vivemos um momento onde TI está se tornando cada vez mais uma arma estratégica para aumento da vantagem competitiva. Ficou evidente que um executivo de TI se tornou uma necessidade para construção de modelos e estruturas de negócios mais eficientes e eficazes.

A TI atualmente possui um papel importantíssimo como agente da inovação colaborativa. Hoje, a maioria das empresas desenvolve internamente cerca de 90% ou mais de sua tecnologia diferenciadora. No entanto, com a nova economia mundial, oportunidades incríveis surgem a partir da inovação colaborativa encontrada além das fronteiras empresariais.

Se observarmos o caso da Procter & Gamble, relatado no livro Wikinomics e na Harvard Business Review, por meio de uma iniciativa chamada “conecte-se e desenvolva” a empresa colabora com organizações e pessoas em todo o mundo, vasculhando o globo em busca de ideias para novos produtos e tecnologias que ela possa aprimorar e comercializar com sua rede de negócios. Como parte ainda dessa iniciativa, os líderes das unidades de negócio da P&G devem buscar 50% de suas ideias para novos produtos e serviços fora da empresa até 2010. Hoje mais de 35% dos produtos desenvolvidos pela P&G têm elementos que se originaram fora da empresa, sendo mais de cem novos produtos que foram lançados nos últimos dois anos! A soma de tudo isso reflete em um portfólio de marcas avaliado em U$ 22 bilhões.

Ou seja, não faltam argumentos tangíveis e financeiros para provar o poder que a inovação colaborativa está trazendo para o negócio.

A pergunta então é: O quê a TI tem a ver com isso? E a resposta é: TUDO!

Não existe inovação colaborativa sem a construção de uma plataforma de colaboração sustentada por ferramentas tecnológicas. Em outras palavras, aplicações de software e estratégias Enterprise 2.0 são essenciais para uma mudança de paradigma e potencialização da inovação.

Alguns exemplos de ações práticas nesse sentido são:
  • Substituição da Intranet por um ambiente com acesso aberto e colaborativo;
  • Espaços virtuais compartilhados para reuniões, agendas e eventos;
  • Gestão de documentos de forma flexível (folksonomia vs taxonomia);
  • Construção de aplicações compartilhadas (mashups);
  • Publicação de FAQs;
  • Conectar informações críticas internas com o conteúdo que vêm de fora da organização;
  • Rastreabilidade de projetos e entregáveis por meio de portais de colaboração;
  • Wiki corporativo p/ coletar requisitos do negócio e requisitos técnicos, bem como publicação de guias, manuais, documentação de produtos e serviços, etc..;
  • Blogs corporativos p/ compartilhar expertise do negócio, lições aprendidas e coletar inteligência coletiva para dentro da empresa;
  • Conectar o conhecimento existente com os novos processos de inovação;
  • Institucionalizar a cultura da mudança;
Para sobreviver e prosperar em uma economia digital e muito mais competitiva, o lema de qualquer CEO / CIO deveria ser, “Implementar, inovar e propagar”. Primeiro, implementar uma plataforma tecnológica consistente e aderente aos princípios do Enterprise 2.0. Segundo, distinguir-se da multidão criando novos e aprimorados métodos de trabalho. E por último, utilizar a plataforma construída para propagar essas inovações por todo o negócio de forma confiável e ampla.

Ou seja, a TI deve exercer dois papéis distintos, ora servir como um catalisador para ideias inovadoras, ora como um motor para distribui-las.

Saudações colaborativas!

Carlos Aggio
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“A ideia é descomplicar a informação, compartilhando conhecimento por meio das redes sociais.”

terça-feira, 21 de julho de 2009

5 Dicas de Como Tirar Proveito da Crise - 3ª Dica: Gestão EFETIVA por Processos


A Gestão EFETIVA por Processos pode ser considerada algo ainda novo para grande parte das organizações espalhadas pelo mundo. Inclusive para alguns admiradores mais antigos da famosa reengenharia de processos, discípulos de Michael Hammer. Digo isso porque muitos dos que tentaram se aventurar na época da reengenharia, não apenas perderam tempo, mas acabaram tendo prejuízos bastante tangíveis aplicando as práticas deliberadamente.

Se analisarmos com cautela, atualmente existem vários “best practices”, metodologias e frameworks no mercado para aplicação da gestão por processos. No entanto, os frameworks mais difundidos carecem muito de práticas de avaliação (assessments) que sejam padrões de facto para uma maior credibilidade em sua aplicação, somada ainda, a freqüente ausência de foco nos “core processes” da organização por tais técnicas de assessment.

Dessa forma, gosto muito de utilizar o framework do BPMM (Business Process Maturity Model) como uma ferramenta para medir a maturidade dos processos de uma organização, e automaticamente, permitir que sejam definidos metas para otimização dos processos rumo a uma GESTÃO EFETIVA por PROCESSOS.

O BPMM é dividido em cinco níveis de maturidade, assim como todos os modelos baseados no Process Maturity Framework. Cada estágio representa a maneira como a organização é transformada na medida em que seus processos e capacidades são aperfeiçoados.

Nível 1 – Initial: Processos executados de maneira “ad hoc”, gerenciamento inconsistente e com resultados difíceis de prever.

Nível 2 – Managed: A gestão equilibra os esforços dentro das unidades de trabalho, assegurando a execução de uma maneira que se possa repetir o procedimento e satisfazer os compromissos primários dos grupos de trabalho. No entanto, outras unidades de trabalho, executando tarefas similares, podem usar diferentes procedimentos.

Nível 3 – Standardized: Processos padrões são sintetizados com base nas melhores práticas identificadas pelos grupos de trabalho, e procedimentos de adaptação são providos para suportar as diferentes necessidades do negócio. Processos padronizados fornecem uma economia de escala e são base para o aprendizado através do uso de meios comuns e experiências.

Nível 4 – Predictable: As capacidades habilitadas pelos processos padronizados são exploradas e devolvidas às unidades de trabalho. O desempenho dos processos é gerenciado estatisticamente por todo o workflow para entender e controlar a variação, de modo que, os resultados possam ser previstos ainda em estados intermediários.

Nível 5 – Innovating: Ações de melhorias pró-ativas e oportunistas buscam inovações que possam fechar os gaps entre a capacidade atual da organização e a capacidade requerida para alcançar os objetivos do negócio.

Os níveis de maturidade de uma organização fornecem um caminho para conhecer o desempenho da organização frente aos processos que esta executa e fornece. Estudos realizados por vários institutos internacionais têm comprovado de forma prática que as organizações que aplicam esforços na gestão de seus processos e conseqüente institucionalização têm alcançado resultados melhores em relação aos concorrentes do mesmo segmento.

O sucesso previsto na aplicação do BPMM se deve ao embasamento nos princípios estabelecidos no process maturity framework, que tem o CMMI como modelo difundido com maior amplitude. Embora hoje sejam estimados em torno de 200 modelos de maturidade existentes no mercado, poucos tiveram êxito na utilização em escala, pois muitos falam de melhores práticas, no entanto, não fornecem a infra-estrutura necessária de práticas que constituem uma Gestão EFETIVA por Processos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

5 Dicas de Como Tirar Proveito da Crise - 2ª Dica: Colaboração

O termo colaboração muitas vezes não soa tão bem aqui dentro quanto lá fora, onde foi realmente construído e aplicado como "Collaboration". Por quê estou falando isso? Justamente porque nos mercados mais avançados em termos de aquisição de soluções para integração do trabalho em equipe, essas ferramentas tem conquistado cada dia mais espaço na vida das organizações e atualmente, em muitos casos, estão conseguindo alcançar o título de "Mission Critical Applications" (Aplicações de Missão Crítica).

Ok. Tudo isso soa interessante mas muito subjetivo. Então, afinal o que é Colaboração?

Adoro definir o termo Colaboração como sendo " A arte de trabalhar em conjunto ".

Para essa arte realmente ter efeito, é necessário misturar 03 componentes: ferramentas tecnológicas, cultura e processos. Ou seja, sem mecanismos claros de como deve acontecer a colaboração, sem a institucionalização dessa cultura na organização e sem ferramentas que automatizem e deêm produtividade ao processo, torna-se impossível praticar Colaboração dentro de uma organização.

Em momentos de recessão econômica, todos os caminhos levam à redução de custos, aumento da performance corporativa, e consequentemente, incremento da vantagem competitiva para que permita a perpetuação do negócio, ou simplesmente, sobrevivência ao Downturn. Sendo assim, a Colaboração exerce um papel fundamental para empresas que almejam criar essa vantagem competitiva.
Vamos aos fatos e diferencias promovidos pelas ferramentas de colaboração:
  1. Redução de custos associados com reuniões presenciais
  2. Integração de trabalhos com pessoas além dos limites físicos tradicionais do negócio
  3. Gera produtividade e prontidão do negócio indiferente da localização
  4. Trabalho em equipe
  5. Controle efetivo e gestão de demandas no prazo correto
Analisando os fatores mencionados acima, podemos perceber que as ferramentas de Colaboração, quando aplicadas ao contexto empresarial para encorajar as pessoas a compartilharem informação e aprimorar a interação entre elas, cria um impacto direto na performance do negócio, uma vez que prolifera a cultura da agilidade e presença instantânea a qualquer tempo, em qualquer lugar.

Como iniciar minha estratégia de Colaboração?
  1. Crie uma infraestrutura de conteúdo que permita as pessoas localizarem a informação em tempo real, a partir de qualquer lugar.
  2. Essa infraestrutura de conteúdo deve seguir uma taxonomia, porém, bastante flexível, utilizando TAGs de identificação criadas pelos próprios usuários (folksonomia).
  3. Para garantir a disponibilidade e acessibilidade do conteúdo, o acesso à informação deve ser dado por meio de browser Web, sem qualquer dependência de software client nos dispositivos que estarão fazendo acesso.
  4. Evangelize o compartilhamento da informação e crie processos para que as informações estejam sempre atualizadas na sua Infraestrutura de Conhecimento.
  5. Disponibilize ferramentas para reuniões virtuais, seminários online, teleconferências.
  6. Provoque as pessoas a documentarem suas ações.
  7. Transforme as ferramentas de mensagem instantânea em proliferadores de conhecimento rápido e insumos para tomada de decisão.
  8. PROÍBA viagens a clientes ou fornecedores sem que tenham sido estressados os meios colaborativos virtuais.
  9. Engaje sua equipe a eliminar qualquer custo de troca de informação que esteja fora de sua infraestrutura de conteúdo.
Nos dias atuais a Colaboração está cada vez mais presente, porém, mal utilizada. Portanto, dado o potencial que existe por traz da Colaboração em prol do negócio, não haveria como não incluir a Colaboração como um fator crítico para o sucesso das organizações na era da informação.

Gostou? Não? Deixe seu comentário e me siga! @CarlosAggio